Visitar Marraquexe Marrocos

Dia 3 em Marraquexe

Vamos passar a manhã a visitar alguns locais bem no centro da medina, começando pela Madraça Ben Youssef.

Madraça Ben Youssef

Esta escola religiosa foi construída no século XIV e é uma das maiores da África do Norte. Recebeu o nome do sultão Almorávida Ben Youssef  que reinou entre 1106 e 1142. Na segunda metade do século XVI a madraça foi reconstruída, ficando apta para receber novecentos estudantes, distribuídos por 132 quartos.

No século XIX tinha perdido influência para a sua grande rival, a madraça Bou Inania, de Fez, e nem novas obras de renovação conseguiram deter a sua decadência, tendo encerrado enquanto escola em 1960.

Hoje em dia está aberta ao público, todos os dias, e o bilhete custa 50 Dirham. É uma boa oportunidade para ver o que melhor Marrakech tem para oferecer em termos de arquitectura e artes ornamentais.

A madraça está associada à mesquita Ben Youssef, mas já se sabe, em Marrocos apenas os muçulmanos são autorizados a entrar nas mesquitas.

Museu de Marrakech

Mesmo junto à Madraça encontra-se o Museu de Marrakech, um museu de arte e história de Marrocos instalado no Palácio Mnebhi, antiga residência do Ministro da Defesa, Mehdi Mnebhi, durante o reinado do sultão Moulay Abdelaziz (1894-1980). Depois da independência de Marrocos o edifício foi nacionalizado e convertido numa escola de raparigas, a primeira em Marrakech, em 1965.

O museu abriu as portas em 1997, depois de uma profunda renovação do edifício, cuja arquitectura, tipicamente andaluz, é quase tão interessante como a exposição. O espólio é constituído por peças de arte marroquinas, livros históricos, moedas e cerâmica. O bilhete custa 60 Dirhams.

Casa da Fotografia

Se sair da madraça e continuar até ao fim da rua, no sentido oposto ao da Praça Jamaa El Fnaaa, pode virar à direita e caminhar uns cento e cinquenta metros, para alcançar a Casa da Fotografia – Maison de la Photographie, do lado esquerdo da rua.

Há quem se lhe refira como Museu da Fotografia, mas o local é mais um centro de exposições de fotografia. Está alojada num edifício de vários andares, e aqui nunca faltam belas fotos para ver.

O projecto nasceu em 2009, criado pelo francês Patrick Manac’h e pelo marroquino Hamid Mergani.  O espólio da Casa da Fotografia foca-se em imagens históricas, contando com fotogramas desde 1870 até 1960.

No primeiro piso destacam-se as colecções de James Valentine e George Washington Wilson e de Gabriel Veyre, que trabalhou com os irmãos Lumière. No andar seguinte, encontramos chapas do início do século XX, resultantes de placas de vidro da autoria de René Bertrand. Vêem-se também aqui trabalhos de Marcelin Flandrin, Bernard Rouget e Garaud, que fotografaram entre 1930 e 1950. No último piso há um sortido de autores.

Há um terraço com excelente vista para a Serra do Atlas, onde se pode comer qualquer coisa e beber um chá. O bilhete custa 40 Dirham.

Oficinas de Curtumes

Ao sair da Casa da Fotografia continue a andar, no sentido oposto ao que chegou. Depois de cruzar uma rua mais atarefada, vai continuar pela Avenue Bab El Debbagh. As oficinas de curtumes encontram-se no fim desta via, próximo da portão Bar Debbagh.

Estas oficinas poderão não ser tão famosas como as que existem em Fez, mas também aqui se assiste ao espectáculo do tingimento das pelas. Algo que é tão pitoresco como mal cheiroso, uma visita não aconselhável para quem tenha o estômago fraco.

A melhor altura para visitar o local é de manhã, quando os trabalhadores estão envolvidos nas operações de tingimento. Existem diversas oficinas deste género e ao percorrer a rua o visitante receberá muitas propostas para as visitar. Mas a ideia deles é levá-lo a um ponto de observação de onde se tem uma vista geral das oficinas, só que estes pontos são dentro de lojas de couros e certamente tentarão vender-lhe qualquer coisa.

Se quiser pode tentar visitar o recinto ao nível das tinas onde os trabalhos decorrem. A mais famosa é a Dar Dbagh. Pergunte a um dos operários se pode visitar, ele mostrará o local, teoricamente de forma gratuita, mas no fim pedirá uma gratificação, sugerindo 100 Dirham como um valor justo. Não dê mais do que 20 Dirham.

Os Mercados de Marraquexe

Regresse ao centro da medina, à grande Praça, coma por lá qualquer coisa, aprecie o local ciente de que é o seu último dia em Marrakech e depois parta à descoberta dos mercados (Souks).

Na realidade existem diversos souks espalhados pela medina de Marrakech, mas o principal e maior acede-se pela Praça Jamaa El Fnaa, localizando-se a norte dela. Procure o restaurante Terrasses de l’Alhambra e entre no souk El Bahja através de uma viela que ali se encontra, transitado depois para outros mercados que lhe estão contíguos. Tente iniciar a sua exploração destes souks por volta das quatro horas da tarde e deixe-se perder nos seus corredores.

Túmulos Saadianos

Se ainda tiver energia neste último dia, poderá ir até aos Túmulos Saadianos, localizados na zona sul da medina, pouco antes da mellah. Estas sepulturas datam da dinastia Saadiana, quando era sultão Ahmad Al Mansur (1578-1603).

O recinto onde se encontram os túmulos manteve-se na obscuridade até 1917, quando foi descoberto através de um estudo de fotografia aérea da cidade feito pelos franceses.

Os túmulos estavam integrados no palácio Badi, mesmo ao lado, que foi vandalizado e lentamente desmantelado após a tomada de Marrakech por Moulay Ismail. Contudo, o receio de devassar terrenos sagrados manteve os túmulos a salvo, tendo sido meramente selados nessa altura.

Existem dois mausoléus com vinte e quatro túmulos, incluindo o do próprio Ahmad Al Mansur.

O primeiro é mais recente mas é o mais belo dos dois. A ornamentação do espaço é impressionante com semelhanças com Alhambra  e justifica a visita. Para a construção dos túmulos foi trazido mármore de Itália e os trabalhos de estuque de madeira de cedro gravada são belíssimos. O bilhete custa 10 Dirham.

Bag Agnaou

Se visitar os Túmulos Saadianos certifique-se de que dá uma vista de olhos ao Bab Agnaou, isto é, se ainda não o fez. Trata-se provavelmente do mais belo portão de entrada na cidade antiga, e fica mesmo ali ao lado.

Foi construído no século XII, em pedra originalmente de uma tonalidade azulada, mas que as areias do deserto foram gradualmente alterando para a actual cor, não muito diferente do avermelhado dominante em Marrakech.

Apesar de não ter sido nunca o principal portão da medina, era contudo a entrada do monarca, e por isso a ornamentação foi especialmente cuidada. A sua decoração estende-se em forma de concha, com motivos florais talhados na pedra.

Roteiro de 3 dias em Marraquexe

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